Super Video: Fale alto, em bom som e rápido!

Saudades dos videos de ralis?

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Quando alguma coisa sai errado: Acho que dá para passar…

O motorista da BMW estava com a cabeça aonde?

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Galeria: 24 Horas de Nürburgring – 1ª Parte

Viva a variedade!

Na segunda parte da galeria eu irei colocar os “bambambans” da corrida.

Abraços

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A McLaren esta de volta

A McLaren anunciou nesta semana que a estréia internacional do MP4-12C GT3 acontecerá nas 24 horas de Spa. O modelo, que havia participado apenas de algumas etapas do Campeonato Britânico de GT3, contará com 3 modelos na tradicional prova belga.

A notícia é importante porque marca a volta da equipe inglesa em competições extra F1. A última participação aconteceu nas 24 Horas de Le Mans, em 1995 (eu acho que foi em 97 a última corrida do GTR, mas vá lá), com o fabuloso F1 GTR. Além disso, a prova servirá para continuar o desenvolvimento do MP4-12C GT3.
O belo F1 GTR.

A equipe oficial contará com dois modelos, enquanto que o terceiro carro será de uma equipe cliente, VonRyan Racing na categoria Pro-Am Cup. O modelo é equipado com o mesmo motor biturbo V8 de 3.8 l da versão de rua, mas com 100 cv a mais gerando 600 cv.

“Eu estou maravilhado com a qualidade dos pilotos que nós temos elencados para guiar o carro em sua primeira prova de 24 horas. Esse nível de corridas de endurance é tecnicamente falando, um teste crucial para o carro e nós precisamos da melhor equipe possível trabalhando com nós para garantir que receberemos um feedback objetivo e inteligente na pilotagem do 12C GT3″, declarou Chris Goodwin, chefe de testes da McLaren Automotive.

É esperar pra ver…

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O antigo e o novo

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Garagem de um fã da Dodge

GTS (97), GTS (02), GT2, SRT (GEN3)

 

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Foto do dia: mil milhas

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Reescrevendo: Especial Sid Mosca

Hoje faleceu um dos ícones do automobilismo brasileiro. Não era piloto e nem pertencia ao staff de alguma equipe famosa. Estou falando do aerografista e designer, Cloacyr Sidney Mosca, o Sid Mosca, que faleceu hoje em São Paulo, aos 74 anos.

Nada mais justo que eu colocasse hoje no blog o especial que eu escrevi sobre o Sid no início do ano passado.

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Como não escrevi quase nada na primeira semana do ano, acho que estou em dívida com vocês. Além disso, não postei sequer uma notinha na sexta. Então, nada mais justo do que tirar o atraso e ser criativo neste período de vacas magras do automobilismo.

Já tem um tempinho que eu estou colhendo material para escrever este post muito especial, que trata de uma das personalidades mais carismáticas e criativas do mundo da velocidade, embora quase ninguém fale muito dele. Estou me referindo ao Cloacyr Sidney Mosca, mais conhecido como Sid Mosca.

Sid foi pioneiro na personalização de carros corrida e capacetes. Começou a se destacar quando começou a participar, como piloto, de corridas na antiga categoria Divisão 1, a mesma em que competia o novato Ingo Hoffman. Mas o que chamava a atenção da galera não era o talento de Sid nas pistas e sim, a arrojada pintura que seu carro apresentava.

Para quem não sabe, os carros dos anos 70 não recebiam pintura ou qualquer outro tipo de personalização e os números eram feitos com fita isolante. Ao final de cada corrida, ninguém sabia quem era quem porque os adesivos simplesmente descolavam. Foi quando Sid viu em uma revista o carro de um piloto americano com números sombreados. Como ele mesmo disse em uma entrevista, ele ficou louco com aquilo. Foi quando ele resolveu deixar seu carro parecido. Com a palavra, Sid:

A histórica Brasília de Ingo Hoffman também foi pintada por Sid Mosca

“Aí cheguei para uma prova em Interlagos, os outros pensaram: se por fora o carro é assim, imagina correndo. Estamos perdidos. Mas o automóvel não era tão bom. Fiquei apenas entre os dez melhores colocado. Com o tempo percebi que para evoluir precisaria de um dinheiro que não dispunha. Parti para a pintura. Surgiram encomendas e, quando vi, já estava estabelecido na área.”

Ingo Hoffman foi o primeiro a encomendar uma pintura para seu capacete e para o Fusca com o qual competia na época. O capacete de Ingo fez tanto sucesso que outros pilotos começaram a procurar os serviços de Sid. Mais tarde, Wilson Fittipaldi o procurou para desenvolver uma nova pintura para o Copersucar. Foi sua primeira aparição na F1.

Copersucar amarela foi sua primeira criação na F1

“A cor prata fazia o carro sumir na pista, por isso resolvi pintá-lo de amarelo. Os irmãos Fittipaldi adoraram”, relembra.

Depois da pintura do Copersucar, foi a vez de Emerson procurá-lo para dar uma nova vida ao seu capacete. Foi a guinada que faltava na carreira de Sid. Emerson passou a ser uma espécie de Top Model de Sid, que teve liberdade para mostrar suas criações e efeitos especiais, sendo o capacete dele o que mais evoluiu em design sem perder a personalidade de sua imagem.

Uns dos trabalhos que Sid realizou e que esta marcado em sua história foi a pintura da Lotus de Michael (como foi que esse erro bisonho passou despercebido?) Mario Andretti em apenas 24 horas. O carro pegou fogo durante um treino para o GP do Brasil de 1977 e a equipe estava à procura de alguém que poderia pintá-lo em um curto espaço de tempo. Na época, Sid contava com cinco profissionais na sua equipe e passaram a noite toda trabalhando em cima do pedido. No dia seguinte, ninguém acreditava que eles haviam conseguido terminar o trabalho. O feito lhe rendeu até um certificado de grande apreciação assinado pelo projetista Colin Chapman. Depois desta experiência, Sid ficou bastante conhecido na F-1, e acabou pintando bólidos da Brabham e Jordan.

A Lotus pintada por Sid Mosca para o GP do Brasil de 1977

Outro trabalho de destaque da carreira de Sid Mosca é o capacete usado por Ayrton Senna. Em entrevista ao site Auto Show, Sid conta que Ayrton Senna necessitava de um capacete para representar o Brasil no mundial de kart. Sid pegou as cores da bandeira brasileira e montou o layout que ficou conhecido no mundo todo. Ele pintou de amarelo e colocou as faixas azul e verde, que davam a impressão de estarem saindo dos olhos do piloto.

Senna gostou muito do desenho e um dia apareceu na oficina de Sid e fez o seguinte pedido:

“De maneira humilde e educada, como sempre foi, me pediu para deixá-lo utilizar aquele design para sempre. Eu fiquei admirado, afinal, não precisava me pedir nada, o desenho era dele. Havia pagado por aquilo. Mas ele fez questão de que eu assinasse a autorização. Ali eu já percebi que se tratava de um rapaz diferenciado. Não só assinei, como disse: você será um dos maiores da história, Ayrton. E realmente foi.”


Sid considera o capacete de Ayrton Senna a sua criação que mais se destacou no automobilismo mundial. Mais do que isso, despertou nos brasileiros o amor pelas cores de nossa bandeira. O piloto foi o único que nunca modificou seu layout durante toda a carreira.

Além dos capacetes de Emerson e Senna, Sid pintou também os capacetes de Nelson Piquet, Keke Rosberg, Christian Fittipaldi, Rubens Barrichello, Luciano Burti, Felipe Massa, Michael Schumacher, Fisichella, Mika Rakkinen, entre outros. Em sua oficina, estão expostos a Sauber, o Fórmula Renault e o Fórmula 3000 de Felipe Massa e a Jordan de Rubens Barrichello, sem falar nos diversos capacetes que completam a decoração.

Em 1999 a Fórmula Um estava prestes a completar 50 anos de existência. Na época, Bernie Ecclestone, presidente da FOA, pediu para Sid criar uma série comemorativa de 50 capacetes, para homenagear pessoas e pilotos ilustres do mundo da Fórmula Um. Foi uma maneira carinhosa de Bernie reconhecer a importância do trabalho de Sid.

Capacete criado por Sid Mosca à pedido de Ecclestone

“Ele gostava muito do meu trabalho. E naquele ano haveria uma comemoração dos 50 anos da categoria. Pediu para eu criar uma peça. Era uma maneira dele reconhecer a importância da minha pintura. Inclusive me disse: se hoje os Grid é colorido assim, a responsabilidade é sua. Puxa vida, que satisfação. Eu nem sabia o que dizer.”

Para finalizar, o ponto de vista de Sid Mosca sobre a pintura dos capacetes e um balanço de sua carreira:

“A pintura do capacete é a outra face do piloto, que lhe dá uma identificação quando está em ação nas pistas, e me sinto feliz por poder participar da criação da sua imagem, peça valiosa e importante no decorrer da sua carreira. Sinto-me gratificado pelo reconhecimento pleno que tenho tido na minha profissão.”

“Sou um privilegiado. Sempre penso: quantos não começaram e pararam, e eu continuo aqui, fazendo o que mais gosto. Tenho só que agradecer. A história começou com uma prancheta e uma cadeira. E hoje é este lugar bonito, com espaço. Às vezes eu chego em frente à porta e me admiro. Que carreira construí. Quantas histórias. Quanta gente. Só posso me sentir feliz. A minha vida é esta. E quero para sempre mantê-la assim. Venho para o trabalho com a maior alegria do mundo.”

Essa foi mais uma bonita história de sucesso dos bastidores da F1.

Abraços

 

 

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Como não escrevi quase nada na primeira semana do ano, acho que estou em dívida com vocês. Além disso, não postei sequer uma notinha na sexta. Então, nada mais justo do que tirar o atraso e ser criativo neste período de vacas magras do automobilismo.

Já tem um tempinho que eu estou colhendo material para escrever este post muito especial, que trata de uma das personalidades mais carismáticas e criativas do mundo da velocidade, embora quase ninguém fale muito dele. Estou me referindo ao Cloacyr Sidney Mosca, mais conhecido como Sid Mosca, especialista em criação de pinturas para carros e capacetes.

Sid foi pioneiro na personalização de carros corrida e capacetes. Começou a se destacar quando começou a participar, como piloto, de corridas na antiga categoria Divisão 1, a mesma em que competia o novato Ingo Hoffman. Mas o que chamava a atenção da galera não era o talento de Sid nas pistas e sim, a arrojada pintura que seu carro apresentava.

Para quem não sabe, os carros dos anos 70 não recebiam pintura ou qualquer outro tipo de personalização e os números eram feitos com fita isolante. Ao final de cada corrida, ninguém sabia quem era quem porque os adesivos simplesmente descolavam. Foi quando Sid viu em uma revista o carro de um piloto americano com números sombreados. Como ele mesmo disse em uma entrevista, ele ficou louco com aquilo. Foi quando ele resolveu deixar seu carro parecido. Com a palavra, Sid:

“Aí cheguei para uma prova em Interlagos, os outros pensaram: se por fora o carro é assim, imagina correndo. Estamos perdidos. Mas o automóvel não era tão bom. Fiquei apenas entre os dez melhores colocado. Com o tempo percebi que para evoluir precisaria de um dinheiro que não dispunha. Parti para a pintura. Surgiram encomendas e, quando vi, já estava estabelecido na área.”

Ingo Hoffman foi o primeiro a encomendar uma pintura para seu capacete e para o Fusca com o qual competia na época. O capacete de Ingo fez tanto sucesso que outros pilotos começaram a procurar os serviços de Sid. Mais tarde, Wilson Fittipaldi o procurou para desenvolver uma nova pintura para o Copersucar. Foi sua primeira aparição na F1.

“A cor prata fazia o carro sumir na pista, por isso resolvi pintá-lo de amarelo. Os irmãos Fittipaldi adoraram”, relembra.

Depois da pintura do Copersucar, foi a vez de Emerson procurá-lo para dar uma nova vida ao seu capacete. Foi a guinada que faltava na carreira de Sid. Emerson passou a ser uma espécie de Top Model de Sid, que teve liberdade para mostrar suas criações e efeitos especiais, sendo o capacete dele o que mais evoluiu em design sem perder a personalidade de sua imagem.

Uns dos trabalhos que Sid realizou e que esta marcado em sua história foi a pintura da Lotus de Michael Andretti em apenas 24 horas. O carro pegou fogo durante um treino para o GP do Brasil de 1977 e a equipe estava à procura de alguém que poderia pintá-lo em um curto espaço de tempo. Na época, Sid contava com cinco profissionais na sua equipe e passaram a noite toda trabalhando em cima do pedido. No dia seguinte, ninguém acreditava que eles haviam conseguido terminar o trabalho. O feito lhe rendeu até um certificado de grande apreciação assinado pelo projetista Colin Chapman. Depois desta experiência, Sid ficou bastante conhecido na F-1, e acabou pintando bólidos da Brabham e Jordan.

Outro trabalho de destaque da carreira de Sid Mosca é o capacete usado por Ayrton Senna. Em entrevista ao site Auto Show, Sid conta que Ayrton Senna necessitava de um capacete para representar o Brasil no mundial de kart. Sid pegou as cores da bandeira brasileira e montou o layout que ficou conhecido no mundo todo. Ele pintou de amarelo e colocou as faixas azul e verde, que davam a impressão de estarem saindo dos olhos do piloto.

Senna gostou muito do desenho e um dia apareceu na oficina de Sid e fez o seguinte pedido:

“De maneira humilde e educada, como sempre foi, me pediu para deixá-lo utilizar aquele design para sempre. Eu fiquei admirado, afinal, não precisava me pedir nada, o desenho era dele. Havia pagado por aquilo. Mas ele fez questão de que eu assinasse a autorização. Ali eu já percebi que se tratava de um rapaz diferenciado. Não só assinei, como disse: você será um dos maiores da história, Ayrton. E realmente foi.”

Sid considera o capacete de Ayrton Senna a sua criação que mais se destacou no automobilismo mundial. Mais do que isso, despertou nos brasileiros o amor pelas cores de nossa bandeira. O piloto foi o único que nunca modificou seu layout durante toda a carreira.

Além dos capacetes de Emerson e Senna, Sid pintou também os capacetes de Nelson Piquet, Keke Rosberg, Christian Fittipaldi, Rubens Barrichello, Luciano Burti, Felipe Massa, Michael Schumacher, Fisichella, Mika Rakkinen, entre outros. Em sua oficina, estão expostos a Sauber, o Fórmula Renault e o Fórmula 3000 de Felipe Massa e a Jordan de Rubens Barrichello, sem falar nos diversos capacetes que completam a decoração.

Em 1999 a Fórmula Um estava prestes a completar 50 anos de existência. Na época, Bernie Ecclestone, presidente da FOA, pediu para Sid criar uma série comemorativa de 50 capacetes, para homenagear pessoas e pilotos ilustres do mundo da Fórmula Um. Foi uma maneira carinhosa de Bernie reconhecer a importância do trabalho de Sid.

“Ele gostava muito do meu trabalho. E naquele ano haveria uma comemoração dos 50 anos da categoria. Pediu para eu criar uma peça. Era uma maneira dele reconhecer a importância da minha pintura. Inclusive me disse: se hoje os Grid é colorido assim, a responsabilidade é sua. Puxa vida, que satisfação. Eu nem sabia o que dizer.”

Para finalizar, o ponto de vista de Sid Mosca sobre a pintura dos capacetes e um balanço de sua carreira:

“A pintura do capacete é a outra face do piloto, que lhe dá uma identificação quando está em ação nas pistas, e me sinto feliz por poder participar da criação da sua imagem, peça valiosa e importante no decorrer da sua carreira. Sinto-me gratificado pelo reconhecimento pleno que tenho tido na minha profissão.”

“Sou um privilegiado. Sempre penso: quantos não começaram e pararam, e eu continuo aqui, fazendo o que mais gosto. Tenho só que agradecer. A história começou com uma prancheta e uma cadeira. E hoje é este lugar bonito, com espaço. Às vezes eu chego em frente à porta e me admiro. Que carreira construí. Quantas histórias. Quanta gente. Só posso me sentir feliz. A minha vida é esta. E quero para sempre mantê-la assim. Venho para o trabalho com a maior alegria do mundo.”

omo não escrevi quase nada na primeira semana do ano, acho que estou em dívida com vocês. Além disso, não postei sequer uma notinha na sexta. Então, nada mais justo do que tirar o atraso e ser criativo neste período de vacas magras do automobilismo.

Já tem um tempinho que eu estou colhendo material para escrever este post muito especial, que trata de uma das personalidades mais carismáticas e criativas do mundo da velocidade, embora quase ninguém fale muito dele. Estou me referindo ao Cloacyr Sidney Mosca, mais conhecido como Sid Mosca, especialista em criação de pinturas para carros e capacetes.

Sid foi pioneiro na personalização de carros corrida e capacetes. Começou a se destacar quando começou a participar, como piloto, de corridas na antiga categoria Divisão 1, a mesma em que competia o novato Ingo Hoffman. Mas o que chamava a atenção da galera não era o talento de Sid nas pistas e sim, a arrojada pintura que seu carro apresentava.

Para quem não sabe, os carros dos anos 70 não recebiam pintura ou qualquer outro tipo de personalização e os números eram feitos com fita isolante. Ao final de cada corrida, ninguém sabia quem era quem porque os adesivos simplesmente descolavam. Foi quando Sid viu em uma revista o carro de um piloto americano com números sombreados. Como ele mesmo disse em uma entrevista, ele ficou louco com aquilo. Foi quando ele resolveu deixar seu carro parecido. Com a palavra, Sid:

“Aí cheguei para uma prova em Interlagos, os outros pensaram: se por fora o carro é assim, imagina correndo. Estamos perdidos. Mas o automóvel não era tão bom. Fiquei apenas entre os dez melhores colocado. Com o tempo percebi que para evoluir precisaria de um dinheiro que não dispunha. Parti para a pintura. Surgiram encomendas e, quando vi, já estava estabelecido na área.”

Ingo Hoffman foi o primeiro a encomendar uma pintura para seu capacete e para o Fusca com o qual competia na época. O capacete de Ingo fez tanto sucesso que outros pilotos começaram a procurar os serviços de Sid. Mais tarde, Wilson Fittipaldi o procurou para desenvolver uma nova pintura para o Copersucar. Foi sua primeira aparição na F1.

“A cor prata fazia o carro sumir na pista, por isso resolvi pintá-lo de amarelo. Os irmãos Fittipaldi adoraram”, relembra.

Depois da pintura do Copersucar, foi a vez de Emerson procurá-lo para dar uma nova vida ao seu capacete. Foi a guinada que faltava na carreira de Sid. Emerson passou a ser uma espécie de Top Model de Sid, que teve liberdade para mostrar suas criações e efeitos especiais, sendo o capacete dele o que mais evoluiu em design sem perder a personalidade de sua imagem.

Uns dos trabalhos que Sid realizou e que esta marcado em sua história foi a pintura da Lotus de Michael Andretti em apenas 24 horas. O carro pegou fogo durante um treino para o GP do Brasil de 1977 e a equipe estava à procura de alguém que poderia pintá-lo em um curto espaço de tempo. Na época, Sid contava com cinco profissionais na sua equipe e passaram a noite toda trabalhando em cima do pedido. No dia seguinte, ninguém acreditava que eles haviam conseguido terminar o trabalho. O feito lhe rendeu até um certificado de grande apreciação assinado pelo projetista Colin Chapman. Depois desta experiência, Sid ficou bastante conhecido na F-1, e acabou pintando bólidos da Brabham e Jordan.

Outro trabalho de destaque da carreira de Sid Mosca é o capacete usado por Ayrton Senna. Em entrevista ao site Auto Show, Sid conta que Ayrton Senna necessitava de um capacete para representar o Brasil no mundial de kart. Sid pegou as cores da bandeira brasileira e montou o layout que ficou conhecido no mundo todo. Ele pintou de amarelo e colocou as faixas azul e verde, que davam a impressão de estarem saindo dos olhos do piloto.

Senna gostou muito do desenho e um dia apareceu na oficina de Sid e fez o seguinte pedido:

“De maneira humilde e educada, como sempre foi, me pediu para deixá-lo utilizar aquele design para sempre. Eu fiquei admirado, afinal, não precisava me pedir nada, o desenho era dele. Havia pagado por aquilo. Mas ele fez questão de que eu assinasse a autorização. Ali eu já percebi que se tratava de um rapaz diferenciado. Não só assinei, como disse: você será um dos maiores da história, Ayrton. E realmente foi.”

Sid considera o capacete de Ayrton Senna a sua criação que mais se destacou no automobilismo mundial. Mais do que isso, despertou nos brasileiros o amor pelas cores de nossa bandeira. O piloto foi o único que nunca modificou seu layout durante toda a carreira.

Além dos capacetes de Emerson e Senna, Sid pintou também os capacetes de Nelson Piquet, Keke Rosberg, Christian Fittipaldi, Rubens Barrichello, Luciano Burti, Felipe Massa, Michael Schumacher, Fisichella, Mika Rakkinen, entre outros. Em sua oficina, estão expostos a Sauber, o Fórmula Renault e o Fórmula 3000 de Felipe Massa e a Jordan de Rubens Barrichello, sem falar nos diversos capacetes que completam a decoração.

Em 1999 a Fórmula Um estava prestes a completar 50 anos de existência. Na época, Bernie Ecclestone, presidente da FOA, pediu para Sid criar uma série comemorativa de 50 capacetes, para homenagear pessoas e pilotos ilustres do mundo da Fórmula Um. Foi uma maneira carinhosa de Bernie reconhecer a importância do trabalho de Sid.

“Ele gostava muito do meu trabalho. E naquele ano haveria uma comemoração dos 50 anos da categoria. Pediu para eu criar uma peça. Era uma maneira dele reconhecer a importância da minha pintura. Inclusive me disse: se hoje os Grid é colorido assim, a responsabilidade é sua. Puxa vida, que satisfação. Eu nem sabia o que dizer.”

Para finalizar, o ponto de vista de Sid Mosca sobre a pintura dos capacetes e um balanço de sua carreira:

“A pintura do capacete é a outra face do piloto, que lhe dá uma identificação quando está em ação nas pistas, e me sinto feliz por poder participar da criação da sua imagem, peça valiosa e importante no decorrer da sua carreira. Sinto-me gratificado pelo reconhecimento pleno que tenho tido na minha profissão.”

“Sou um privilegiado. Sempre penso: quantos não começaram e pararam, e eu continuo aqui, fazendo o que mais gosto. Tenho só que agradecer. A história começou com uma prancheta e uma cadeira. E hoje é este lugar bonito, com espaço. Às vezes eu chego em frente à porta e me admiro. Que carreira construí. Quantas histórias. Quanta gente. Só posso me sentir feliz. A minha vida é esta. E quero para sempre mantê-la assim. Venho para o trabalho com a maior alegria do mundo.”

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Super Video: Sky is the Limit

O filandês Antti Kalhola nos presenteia com mais um de seus belos videos.

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Tudo fosco: BMW M3 DTM Concept

Sem palavras para o modelo da BMW promoverá sua volta para umas das principais categorias de turismo. Sem contar que no staff de piotos esta Farfus Júnior, que há anos esta na marca bávara.

O modelo ainda não defenitivo, mas esta devidamente honrando a tradição da marca.

 

 

 

 

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