Motores Cosworth – Do DFR para o Ford Zetec-R (3ª parte)

Para quem não esta acompanhando a história dos motores Cosworth na F1 deixo o link para o acesso da 1ª parte e 2ª parte. Mas se você esta acompanhando a história, queria agradecer a visita e espero que nesta história de hoje tenha o mesmo sucesso alcançado das anteriores.

Na última parte da história eu parei no ponto em que falava da versão DFR no final da década de 80, quando a Cosworth tinha um contrato de exclusividade com a Benetton, que durou até o ano de 1990. Neste ponto eu cometi um equívoco, pois disse que o motor participou da F1 até 1991, o que não é completamente verdade.

O que aconteceu é que em 1991, a Cosworth passou a fornecer os mesmos motores DFR que equipavam a Benetton para a equipe Jordan e em 1992 passou a fornecer para a Lotus. Porém, os motores receberam outra nomenclatura, agora eram chamados de HB. Para complicar ainda mais a sua cabeça, existia equipes que correram com os motores DFR e HB em 1991. Por isso que ficou com cara de meia verdade. Mas vamos continuar a história.

Lotus Johnny Herbert 1993Lotus de Johnny Herbert em 1993 usava os motores HB

Pois bem, nos anos de 91 e 92 a Cosworth forneceu os mesmos motores da Benetton para a inesperiente Jordan, que fazia seu ano de estréia, e para a já decadente Lotus, em 1992. Porém, a Benetton ainda era beneficiada, pois recebia antes das outras equipes as atualizações que o motor HB recebia na época.

Essa situação ficou bem explícita em 1993, quando a Honda abandonou a McLaren no final de 92. Fugindo um pouco do assunto, a McLaren se viu em apuros, pois a Renault era o grande nome do momento e já estava acertada com a Williams e a Cosworth mantinha esse acordo com a Benetton, que estava em fase de ascenção. Com isso, a McLaren teve que se acertar com a Cosworth, que iria fornecer os motores, mas que não tinham a mesma especificação que os da Benetton.

O carro da McLaren era um dos carros mais avançados da temporada de 1993, mas não foram páreos para o Williams/ Renault V10. E sofreram muito para ficarem à frente dos Benetton, que tinham os Cosworth V8 mais avançados.

senna mônaco 1993Senna em 1993: Prejudicado pela Cosworth

Mesmo assim, Senna operou vários milagres durante o ano, vencendo cinco corridas, quase todas debaixo de chuva. Foi com esse motor fajuto que Senna deu um show em Donington e venceu (uma rara vitória no seco em 93) em Adelaide, sua última vitória na F1. Essa corrida da Austrália também foi a última vitória do motor HB. A Benetton também venceu uma prova no ano de 93, em Estoril.

xjr14_silverstoneSó para efeito de curiosidade, a Jaguar usou uma versão do HB em um de seus carros protótipos. O motor foi montado no grande sucesso da montadora, o Jaguar XJR-14.

Para o ano de 1994, a FIA proibiu o uso da eletrônica e a Benetton (que estava anabolizada eletrônicamente) recebeu uma grande ajuda da Cosworth, pois passou a receber os novos motores Ford Zetec-R EC V10, que faziam frente aos V10 da Renault, que ainda fornecia à Williams. Já as outras equipes continuaram a receber o antigo HB de oito cilindros em V.

Desta forma, Schumacher acabou sendo beneficiado pelo novo motor e de várias maracutaias durante todo aquele ano. Se sagrou campeão, vencendo 8 etapas (França, Canadá, Mônaco, San Marino, Brasil, Europa, Hungria e Pacífico) e conquistou 6 poles (Mônaco, Espanha, Canadá, Hungria, Nurburgring e Japão). Foi o último campeonato que a Cosworth conseguiu vencer.

Schumacher Benetton 1994Alemão em 1994: foi o último título da Ford-Cosworth

Em 1995 o motor Zetec-R V10 passou por modificações, recebendo a nomenclatura ECA. Este motor ficou na F1 até o ano de 1997. E durante esse período, a Cosworth fornecia também os motores V8 com a nomenclatura ED.

No final da década de 90, tivemos outras empresas que faziam suas próprias modificações nos motores Cosworth, como a Fondmental e European.

Iinfelizmente carece material de pesquisa sobre essa ultima parte da história dos motores Zetec e suas variações. Senti falta também de material para pesquisar sobre a forma que foram acontecendo as mudanças técnicas nos motores. Quem tiver algo para completar a história ficarei muito feliz pela contribuição.

A parte final da história da Cosworth falarei à respeito dos motores da série CR. Espero que tenham gostado da 3ª parte desta história.

Abraços

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Esse post foi publicado em Benetton, Cosworth, Curiosidades, DFR, Esportes, formula um, HB, Herbert, Jaguar, Jordan, Lotus, McLaren, Motores Cosworth DFV - V8, Pessoal, Renault, Schumacher, Senna, Williams, XJR-14., Zetec-R e marcado , . Guardar link permanente.

6 respostas para Motores Cosworth – Do DFR para o Ford Zetec-R (3ª parte)

  1. Cristian disse:

    kara , otimo poste, mas ahh um equivoco quanto ao motor de 94
    Este éra um zetec v8 e nao v10 como dito
    Só em 95 com a sauber passou a ser v10, porem no final da temporada
    t+++++

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  2. ZE´CLAUDIO MC TUAREGUES disse:

    com todo respeito ao comentario da formula total nao adiantou os carros da benetton serem bonitos o importante e o conteudo o conteudo era a mclaren-ford cosworth serie 7 do nosso maior piloto de toda historia da f1 ayrton senna da silva simplismente the best!!!!!!!!!!!!!!!

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    • “(…)O carro da McLaren era um dos carros mais avançados da temporada de 1993, mas não foram páreos para o Williams/ Renault V10(..)”

      Esta no texto Zé Claudio. E concordo plenamente com sua opinião. A McLaren tinha um supercarro, mas faltava motor.

      Obriagado pelos comentários e apareça quando quiser.

      Abraços

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  3. Pipe disse:

    Como sempre uma ótima história cara, parabéns pelo post! Aprendo muita coisa de F1 por aqui.

    Esse carro da Benetton era bonito, vai entrar na lista de espera lá do blog, hehehe.

    Abraço.

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    • Os carros da Benetton da década de 80 e início de 90 são clássicos. Não fizeram tanto sucesso dentro das pistas, mas fora delas sempre foram exemplos de beleza. E influênciaram profundamente na parte da aerodinâmica da F1, com os bicos de tubarão.

      Abraços

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