Mulheres ao volante: Pat Moss-Carlsson

Na nossa coluna de hoje dedicada as damas da velocidade falaremos à respeito de uma das pilotos mais bem sucedidas do mundo dos ralis. E pode ter certeza que gasolina corria em suas veias, pois se trata da irmã mais nova de Stirling Moss, um dos maiores pilotos da história.

Quando criança, Pat Moss-Carlsson tinha paixão por seus cavalos e achava que dirigir era chato. Carro para ela servia apenas como meio de locomoção. Porém, os carros sempre fizeram parte da sua vida, pois seu pai também corria em ralis e subidas de montanha, sua mãe participava de ralis e seu irmão dispensa maiores comentários.

O seu interesse pelo automobilismo aconteceu quando ela tinha 17 anos e foi convidada pelo gerente do seu irmão e namorado na época, Ken Gregório, a participar de um rali como navegadora. Ela achou tudo muito divertido e logo passou a ocupar o banco destinado aos pilotos.

Em 1953, aos 21 anos, começa a pilotar um Morris Minor conversível. Dois anos mais tarde ela já pilotava um MG TF pela equipe de fábrica. Com uma carreira bastante consistente, Pat começa a apresentar resultado expressivos em 1958, quando conquista o quarto lugar no RAC Rally, na Inglaterra  e um outro quarto lugar, no Liège-Roma-Liège, em um Austin Healey 100 / 6. Além disso, Pat ganhou o primeiro de seus cinco títulos europeus Ladies ‘Rally Championship.

No ano seguinte, com um Austin-Healey 3000, a “irmã de Stirling” empatou no topo do pódio do rali da Alemanha com o sueco Erik Carlsson, da Saab, que se tornaria seu marido em 1963. Em 1961, ela vence de forma surpreendente o Liège-Sofia-Liège e se tornou definitivamente uma estrela do rali. Além desse resultado, Pat também conquistou um segundo lugar Coupe des Alpes e no RAC de 1961.

Pat e seu Mini em 1962

Mas seu melhor ano foi o 1962, quando venceu os ralis da Holanda e da Alemanha no comando de um Mini Cooper, carro que ela achava muito arisco quando este era pilotado no limite. Também conquistou o terceiro no rali Safari, na África, com um Saab 96.

Em 1963 ela formou par com a Ford e conseguiu um sexto lugar no Rali da Acrópole numa Lotus-tuned Ford Cortina. Em 1964, Pat troca a Ford pela Saab, competindo em onze ralis internacionais. Seus resultados mais notáveis foram o terceiro na Acrópole, em quarto lugar no Liège-Sofia-Liège e no RAC, e quinto no Rali de Monte Carlo. No ano seguinte, ela ficou em terceiro lugar.

Pat e seu Saab em 1965

Em 1968, Pat troca a Saab pela Lancia, que teria os novos Fulvia. Conseguiu um 14 º lugar em Monte Carlo e um segundo lugar no Rallye Sanremo, perdendo apenas para Pauli Toivonen em um Porsche 911. Seus outros resultados notáveis da época incluía vencer o Rally Sestriere, um oitavo lugar em Acrópole e um sétimo no Tour de Corse. No Monte Carlo de 1969, Pat chegou em sexto lugar.

Pat Moss e o Lancia Fulvia

Em finais de 1969, Pat e Carlsson tiveram uma filha, Suzy Carlsson, que mais tarde se tornaria um sucesso de Hipismo. Pat passa a participar menos dos ralis, mas passa a pilotar os Renault Alpine. Pilotando um Alpine A110 em 1972, ela chegou em 10 no Rali de Monte Carlo. Ela se aposenta em 1974.

Pat e seu Alpine 110 em 1972, no Rali de Monte Carlo

Moss morreu de câncer em casa, no dia 14 de Outubro de 2008, com 73 anos. Ela deixou o marido e filha Suzy.

Outra bela história de sucesso de mais uma rainha do automobilismo.

Abraços

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Uma resposta para Mulheres ao volante: Pat Moss-Carlsson

  1. Pipe disse:

    Sem dúvida bela história cara. Parabéns pela série, está cada vez melhor.
    Abraço.

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