Curiosidade: quando surgiu o banho de Champagne

fonte: site Sidney Rezende

Como não estou conseguindo arrumar tempo para postar, além de uma grande falta de criatividade, vamos recorrer aos meus “favoritos”. E um deles é o jornalista Sidney Rezende, que sempre colocava boas histórias no ar. Foi de lá que eu tirei a história de hoje.

Na verdade, a história se divide em duas partes.: a entrega de champagne no pódio e o banho de champagne propriamente dito. A primeira parte desta história surgiu na penúltima etapa do primeiro campeonato mundial de Fórmula Um, em 1950. A etapa foi sediada em Reims, que fica localizada na famosa região de Champagne,  na França, um lugar que o nome fala por si mesmo. Naquela oportunidade, o vencedor da prova foi o argentino Juan Manuel Fangio, que seria o vice-campeão no fim do ano.

Depois da corrida, dois franceses, Paul-Chandon Moët e Fréderic Chandon de Briailles, herdeiros da marca Maison Moët & Chandon, resolveram premiar o vencedor da prova com uma garrafa  (que não era grandona como as de hoje) de champagne, que Fangio aceitou sem pestanejar. Desde então, o GP da França e outras provas do automobilismo mundial passaram a premiar os ganhadores com belas garrafas da bebida.

Fangio venceu o GP de Reims em 50, e repetiu a dose em 51.

Bom, essa foi a primeira parte da história, que foi quando o champagne surgiu nos pódios. Agora falaremos da segunda parte , do “desperdícioso” banho em si.

O tempo foi passando e os vencedores apenas se limitavam a aceitar o champagne no pódio. Não havia o famoso banho que todo mundo conhece. Nas 24 Horas de Le Mans de 1966, que  também é disputada na França, a Ford dominou a corrida e fez a dobradinha com as duplas Bruce McLaren/Chris Amon e Ken Miles/Denis Hulme.

Porém,  o piloto mais feliz no pódio era o suíço Jo Siffert, que havia conquistado o quarto lugar na geral e vencera na classe 2.0, juntamente com o britânico Colin Davis. O dia estava quente e Siffert, eufórico com a vitória, abraçou a garrafa de champagne que havia recebido. A rolha “estourou” e a bebida jorrou por todos os lados. Os outros pilotos que estavam no pódio gostaram da festa e repetiram o gesto feito pelo suíço. Estava criada mais uma tradição.

Mas só que essa curiosa história não acaba por aqui. A equipe Williams foi patrocinada pela Saudia Airlines entre 1979 e 1984, e quando Clay Regazzoni, Alan Jones, Carlos Reutemann ou Keke Rosberg conquistavam uma vitória, eles comemoravam a vitória com uma garrafa d’água. O motivo: pelas leis islâmicas, o patrocinador não permitia que seus patrocinados bebessem álcool no pódio.

Outro fato curioso acontece no pódio do GP do Bahrein. Como o país é muçulmano, o champagne no pódio é proibido e os pilotos estouram uma tradicional bebida bahrenita, conhecida como Waard e que disseram ser muito ruim.

Agora sabemos porque Alonso estava com essa cara.

Já a tradicional garrafa de leite das 500 Milhas de Indianápolis surgiu em 1936, quando o então tricampeão, Louis Meyer, tinha o hábito de tomar leite para se refrescar e fez o mesmo quando estava no pódio. Um dos executivos da Companhia Laticínia Milk Foundation viu a foto deste momento na seção de esportes de um jornal no dia seguinte, e a partir daquele dia a tradição vem sendo repetida todos os anos. Entre os anos 1947 e 1955, aparentemente o leite não foi oferecido durante a cerimônia de vitória, mas retornou em 1956 e permaneceu desde então.

Com essa história toda vou tomar algo, daqui a pouco eu volto com mais alguma coisa.

Abraços

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2 respostas para Curiosidade: quando surgiu o banho de Champagne

  1. Pingback: A invenção da champagne | Editora Moderna - Fazendo escola com você

  2. Pipe disse:

    Ótimas histórias, como sempre, sempre que venho aqui acabo aprendendo alguma coisa nova sobre automobilismo ou carro.
    Grande Sidney Rezende, tive aula com ele na faculdade há uns cinco ou seis anos atrás, não me lembro exatamente do quê agora, mas gente boa, excelente jornalista e apresentador.
    Abraço.

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