Lola e o pé na cova.

As crises econômicas mostram sua força quando algumas empresas, antes saudáveis, começam  a botar a língua de fora e não conseguem levantar fundos para se manterem funcionando. O caso mais recente no automobilismo é a paralisação completa das operações da Lola Cars, divisão de carros do grupo Lola.

Outra divisão da marca que entrou em concordata no mês de maio, a Lola Composites continua a funcionar, já que os consultores negociam sua venda para “dois grupos seriamente interessados”. Os direitos autorais e intelectuais dos projetos da companhia continuam em posse da Lola Group Holdings.

Com uma dívida que bate na casa de 20 milhões de libras (cerca de R$ 65 milhões), a Lola Cars estava funcionando em regime de concordata desde o ano passado. Como não acharam ninguém que comprasse, eles então decidiram fechar as portas e mandaram embora os 23 funcionários que mantinham a empresa funcionando.

A consultoria CCW Recovery Solutions LLP (empresa que administrava o grupo) comunicou que a decisão foi tomada porque o valor pedido não seria viável com ela em funcionamento.  E ainda de acordo com a CCW, o espólio da empresa será vendido ou leiloado num futuro próximo.

Claro que o valor pedido era inviável, pois a Lola tem um valor inestimável para o esporte a motor mundial. Sua história é muito rica, muito importante e sempre contribuiu com o automobilismo nas mais diversas categorias. Vitórias e títulos nas 24 Horas de Le Mans, na ALMS, LMS, Fórmula Um, F2, F3000, Indy, Can-Am, F-Ford e, mais recentemente no WEC.

E talvez o legado mais importante: Produziu diversos carros que entraram para a o imaginário dos amantes do esporte.

 

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