2014 será o retorno da Williams ao topo?

Foto - divulgação

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Todo início de temporada é sempre cercada de muitas expectativas. Os fãs do automobilismo, e em especial da F1, acompanham toda a pré-temporada tentando descobrir qual equipe vai sair na frente, quem ficou mais tempo na pista, quem mais quebrou ou se aquele novato pode surpreender. Neste ano as expectativas são enormes tendo em vista que houve extensas mudanças nas regras.

E essas mudanças atingiram em cheio a forma que um F1 funciona. Os motores,  que agora são de menor cilindrada – 1.6 litros e turbo – funcionarão diretamente com o novo sistema de recuperação de energia, que sofreu vastas modificações. Resumindo o assunto (para entender clique aqui), eles geram mais torque e atuam diretamente na forma que o freio do carro funciona. Somando esses fatos com as mudanças aerodinâmicas, os pilotos e equipes estão sofrendo bastante para entender como isso tudo funciona em conjunto.

Com o passar dos dias de testes, fomos comparando a situação de cada equipe, e não somente o desempenho. Equipes empurradas pelos motores Mercedes saíram na frente, enquanto que o pessoal que tem motores Renault levaram uma surra, a ponto de duvidarmos se eles conseguirão terminar a corrida em Melbourne. Entre as grandes, a McLaren, que conta com os motores alemães, apresentou alguma dificuldade nos últimos testes, o que ligou uma luz amarela em Woking. A Ferrari não brilhou, mas também não apresentou nada grave. Red Bull e Lotus, ambas com os motores franceses, foram as piores enquanto que Mercedes e Williams foram os destaques. E é nesse ponto que o título do post começa a fazer sentido.

BrawGP BrasilBasta olhar para o passado não muito distante e lembrar da BrawnGP em 2009, que simplesmente desintegrou a concorrência no início da temporada e garantiu os títulos de piloto (Button) e o de equipe. Uma equipe que estava desacreditada, que havia feito uma pífia temporada como Honda no ano anterior, passou a ser a equipe a ser batida.

Assim como a Brawn, a Williams fez uma temporada muito ruim no ano passado, mas também passou por uma grande reformulação no seu time de técnicos, acertou no projeto do carro para este ano e esta com uma dupla de pilotos motivada. Para a história não ser toda igual, a Williams conta com um patrocinador marcante, com uma história intimamente ligada com o automobilismo, concedendo uma bela pintura para o FW36 que são, de longe, os mais bonitos desta temporada (os carros da Brawn eram horríveis). Sem falar nos uniformes dos pilotos, que remetem diretamente naqueles usados pelos caras que eram patrocinados pelos italianos na década de 70, 80 e 90. Uma volta ao passado, com certeza.

Claro que a Williams não conta com o trunfo do difusor duplo e nem vai sair atropelando os adversários. Mas os ventos são outros e trouxeram boas novas. O carro é muito bom e tem tudo para conquistar bons pontos neste início de certame. Eu acredito até mesmo em alguma vitória.

Por tudo isso que foi dito até aqui, podemos dizer que Felipe Massa tem tudo para fazer um belo princípio de campeonato. O brasileiro acertou em cheio quando bateu o martelo em favor da Williams. Massa esta feliz, leve, descolado – como disseram por aí – e a torcida foi contagiada por esse momento vivido pelo piloto brasileiro. Pelo menos é o que consta na enquete do site Grande Prêmio.

Agora é esperar pelo próximo dia 15.

Abraços

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